Paulo Alceu – Assassinando a Constituição

De repente dá para desconfiar que a Suprema Corte imprimiu uma nova Constituição. Nada a ver com a Constituição de 1988 onde no parágrafo 4º do artigo 57 afirma que o mandato dos presidentes da Câmara e do Senado é de dois anos, “vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente”. Mas a Constituição do STF é diferente. Ou seja , e flexível a interesses e alquimias.

Rodrigo Maia é presidente da Câmara desde 2016, quando foi eleito para assumir a Casa no lugar de Eduardo Cunha. Em 2017 Maia foi eleito novamente e reeleito em 2019 para o mesmo cargo pela terceira vez. Davi Alcolumbre, porém, está no seu primeiro mandato, conquistado em 2019, e busca a reeleição no Senado Federal burlando a Constituição do Brasil e se apoiando na Constituição do STF. Estes senhores pararam a pauta do Congresso para se dedicarem exclusivamente às suas reeleições. Ou seja, apedrejam o governo Bolsonaro exigindo ações e reações diante da pandemia, mas mantém o Parlamento a passos de cágado visando interesses próprios.

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Mas o pior de tudo isso é a Suprema Corte sentar na Constituição para atender ambições políticas de poder. Valorizando muito mais um Regimento Interno. Um país sem Constituição e um país sem leis . Os ministros da lagosta e dos vinhos caros estão transformando o Brasil num país sem leis, ou melhor um país de leis interpretadas pelos deuses do Olimpo.

Eu conheço magistrados catarinenses de sentenças primorosas de ler em pé, e aplaudir ….imagino a vergonha que estão sentindo vendo esses ministros descompromissados com o país e com a Constituição. Ditando regras próprias visando conveniências. Se querem reeleição mudem a Constituição , mas não criem atalhos carimbados de vergonha. Que essa agressão fique apenas nos quatro votos conhecidos que não surpreendem mais ninguém.