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Vereadores são presos em fraude na fila do SUS em SC

Segunda-feira, 24 de outubro de 2016, 19h59min

Sete pessoas foram presas na manhã desta segunda-feira em cinco cidades catarinenses, após o Ministério Público estadual descobrir que uma quadrilha furava a fila de exames do Sistema Único de Saúde (SUS).

Um oitavo suspeito ainda ficou de se entregar à polícia. As prisões e 19 mandados de busca e apreensão aconteceram em Florianópolis, Biguaçu, Major Gercino, Palhoça e São João Batista.

Três vereadores estão entre os presos temporários da Operação Ressonância - de cinco dias. Todos são do Partido Progressista. Dois são de São João Batista, Sebastião Formento Filho (vice) e Carlos Francisco da Silva, e um de Biguaçu, Manoel Airton Pereira, o Bilico.

O presidente da Câmara de São João, Mário José Soares, e o vereador da cidade Alécio Boratti foram levados coercitivamente a Florianópolis para prestar depoimento. Eles também são do PP.

Conforme o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), o núcleo do esquema era no Hospital Celso Ramos, no centro da Capital, onde um servidor do Estado com acesso ao banco de dados do SUS fraudava a ordem de exames, principalmente os de ressonância magnética e tomografia.

O valor cobrado ficava entre R$ 200 e R$ 600. A vantagem também poderia ser política, através da fidelização de eleitores por parte dos vereadores investigados.

Havia intermediadores que captavam pacientes. Eles, por sua vez, entregavam um envelope com o cartão do SUS e o dinheiro exigido. A troca dos envelopes pelas requisições acontecia nos fundos do hospital, num local chamado barraco, ou em um quiosque ali próximo, detalhou o promotor Alexandre Graziotin, coordenador do Gaeco.

Troca do dinheiro pelas requisições acontecia nos fundos do próprio Hospital Celso Ramos.

 

 

Fonte Clicrbs