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Deputado João Rodrigues quer mudanças nos contratos de jogadores de futebol

Quarta-feira, 18 de maio de 2016, 10h30min

O deputado João Rodrigues, vice-líder do PSD, defendeu nesta terça-feira (17), em audiência pública da CPI que investiga a FIFA e a CBF, um novo modelo de vínculo empregatício entre jogadores e clubes de futebol.

O parlamentar lembrou que jovens promessas do futebol brasileiro têm responsabilidades de adultos antes mesmo de completar 14 anos – idade legal para assinar os chamados ‘contratos de formação’.

“É preciso reformular essa legislação. Hoje o jogador recebe metade pela CLT [Consolidação das Leis de Trabalho] e metade como direito de imagem, ou até mesmo o chamado ‘direito de arena’.

Temos que mudar para uma gestão mais transparente, na qual o jogador possa responder melhor por si”. A audiência pública ouviu Neymar da Silva Santos, pai e empresário do craque revelado na base do Santos e que hoje joga pelo Barcelona, o jogador Neymar. Aos parlamentares, Neymar (pai) revelou como foi administrar a carreira do filho quando ele ainda era garoto.

“Com 13 anos eu já tinha cedido o direito de imagem do Neymar para o Santos. O clube apostou no jogador, que também deu muito retorno  por conta dos direitos de imagem.

Era a única forma de segurá-lo lá e ser rentável ao mesmo tempo”, contou o pai. O Neymar (filho) mantinha um vínculo empregatício assinado pelo pai e, aos 13 anos, já ganhava um salário mensal de R$ 20 mil.

Neymar (pai) também falou sobre a acusação de que as empresas em nome dele devem R$ 192 milhões ao fisco brasileiro. “Posso afirmar que paguei mais do que me cobram. O Neymar joga na Espanha, mas nós optamos por manter todos os seus negócios aqui no Brasil e gerar imposto para o país.”

Para o deputado João Rodrigues, a decisão de Neymar em manter os negócios no país é louvável. “O fisco pode até entender que há um débito por conta dos impostos, mas não há nenhuma decisão da Justiça.

Hoje o fisco quer cobrar imposto tanto sobre as empresas do Neymar quanto da pessoa física dele. É um debate que precisamos fazer para que não atrapalhe os nossos atletas futuros”, argumentou o parlamentar.