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Polícia Federal prende servidores em Florianópolis por suspeita de irregularidades

Quarta-feira, 12 de novembro de 2014, 22h14min

Uma operação promovida pela Polícia Federal cumpriu na manhã desta quarta-feira (12) cerca de 40 mandados de prisão em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Entre os suspeitos que foram presos estão três servidores públicos da Guarda Municipal, e também o presidente da Fundação Cultural Franklin Cascaes (FCFFC), João Augusto Freyesleben Valle Pereira. O presidente da Câmara Municipal de Vereadores, César Faria, se apresentou de forma espontânea na sede da Polícia Federal, ao saber que havia um mandado de prisão com seu nome. Outro vereador, Marcos Espíndola, o Badeko, não foi localizado e é considerado foragido.

Outros suspeitos devem ser presos em Joaçaba, Porto Alegre e mais três cidades do interior gaúcho. Investigações que vem sendo feitas pela PF desde o ano passado apontaram para a existência de um esquema de corrupção que atinge a Câmara de Vereadores de Florianópolis, Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) e Fundação Cultural Franklin Cascaes, todos com sede na Capital. A Polícia recolheu documentos e outros materiais nos gabinetes dos dois vereadores, e foi necessário contratar um chaveiro para abrir armários que estavam trancados.

Segundo a PF, os crimes estariam ligados a um esquema de corrupção que envolve a fiscalização de trânsito, através das lombadas eletrônicas. A Polícia acredita que as licitações feitas em torno desse serviço tenham sido fraudulentas. Os servidores estariam recebendo dinheiro dos empresários beneficiados na licitação.

As investigações da Polícia Federal também atingiram a Fundação Municipal de Cultura. Conforme o que foi investigado, eventos culturais promovidos pela Pasta estariam ligados a um outro esquema de fraude nas licitações.

Um dos servidores presos em Florianópolis é o guarda municipal Júlio Pereira Machado, conhecido como Caju, que foi localizado na sua casa, no bairro Sambaqui, e conduzido até a sede da PF, na avenida Beira-Mar Norte.

Também foram presos os guardas municipais Jean Carlo Viana Cardoso e Adriano Melo, além de três diretores da empresa Kopp e um diretor da empresa Focalle, ambas do ramo de radares, sinalização e lombadas eletrônicas.

Jean e Julio já haviam sido presos em setembro quando vinham de Porto Alegre para Florianópolis com cerca de R$ 100 mil doados por uma empresa gaúcha para uma campanha política em Santa Catarina.

- A conduta destas pessoas sinalizava que algo estranho estava acontecendo” -, salientou Ildo Rosa.

Na sede do Ipuf, foram apreendidos diversos documentos que agora serão periciados pela Polícia.

A Prefeitura de Florianópolis divulgou uma nota oficial dando explicações sobre o ocorrido. De acordo com a nota, a administração municipal é a maior interessada no esclarecimento de todas as denúncias e suspeitas contra quem quer que seja. Também divulga que está à disposição da Polícia Federal e de qualquer órgão de controle para todos os esclarecimentos que se fizerem necessários.

O documento, assinado pela secretaria Municipal de Comunicação, diz que a Prefeitura aguarda mais informações sobre a operação para definir quais medidas serão tomadas no âmbito administrativo.