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Embalagens de isopor para alimentos podem estar com os dias contados em Itajaí

Quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016, 20h49min

É esta a proposta do vereador Pissetti, que foi protocolizada ontem e deve ser apreciada pelos senhores vereadores nos próximos dias. 

Desde há muito tempo a ciência vem realizando estudos sobre os malefícios que o isopor pode causar à saúde humana e ao meio ambiente, razão pela qual várias cidades no mundo estão declarando guerra as embalagens deste material para acondicionamento de bebidas, alimentos in natura ou processados.

Nova York, uma das mais importantes cidades do planeta, erradicou o uso do isopor para transporte e acondicionamento de alimentos, em julho de 2015. Atualmente são mais de 70 cidades americanas que proíbem a comercialização e utilização do poliestireno. 

O projeto apresentado por Pissetti, abre prazo de 12 meses para que o comércio, de maneira geral, se adapte as novas normas.

Após este prazo, o estabelecimento ou comerciante que deixar de cumprir as regras, será advertido, multado em 4 Ufm's (unidade fiscal do município - cerca de aproximadamente R$ 600,00), terá a mercadoria apreendida e poderá ter a licença de funcionamento cassada pelo Município.

Em caso de reincidência, o valor da multa é dobrado. A regra vale, inclusive para cantinas de escolas públicas e particulares.
Se aprovado, a Prefeitura de Itajaí deverá definir qual será o órgão fiscalizador e de que forma se dará esta fiscalização.

 

Riscos à Saúde

 

"Os produtos químicos encontrados no isopor são possivelmente cancerígenos e podem contribuir para diversos cânceres diferentes, incluindo mama e próstata, porem, o câncer não é o único tipo de problema de saúde associado com o poliestireno.

O estireno pode imitar as propriedades do hormônio feminino estrogênio e causar problemas de tireoide e irregularidades no ciclo menstrual.

A exposição excessiva ao estireno também pode afetar o sistema nervoso central, resultando em fadiga generalizada, dores de cabeça, depressão e problemas nos rins.

Outros efeitos da exposição ao estireno incluem irritações na pele e nos olhos, problemas gastrointestinais, hemoglobina e plaquetas em níveis baixos e anormalidades cromossômicas e no sistema linfático".

 

Impacto ao meio ambiente

 

"Material de mil utilidades, o poliestireno expandido, mais conhecido como isopor, chega às nossas casas sob diversas formas: desde bandejas que acompanham alimentos como carne, legumes e frios, até como componentes de embalagens de eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos.

Quimicamente, o isopor consiste de dois elementos, o carbono e o hidrogênio. Por ser um plástico celular e rígido, ele tem as vantagens de poder apresentar-se numa grande variedade de formas e de ter aplicações bastante diversas.

Muito bom, não é? Isso tudo seria ótimo se ele não fosse tão danoso ao meio ambiente e difícil de reciclar. As razões são várias.

Um dos problemas do isopor é sua composição: 98% de ar e 2% de plástico. Isso quer dizer que, quando derretido, o volume final do isopor cai para 10% do que foi coletado.

Por essa razão, a maioria das cooperativas e empresas do setor de reciclagem sequer aceita doações, ao menos de pequenas quantidades do produto.

E muito menos se dispõem a coletá-lo, já que, devido à sua baixa densidade, ele ocupa muito volume, o que encarece seu transporte e, conseqüentemente, a sua reciclagem, exigindo quantidades muito grandes para se viabilizar economicamente o processo como um todo.

Quando não vai para reciclagem o isopor pode provocar diversos prejuízos. Se for destinado ao lixo, pode levar, conforme estimativas, 150 anos para se decompor.

Nos aterros sanitários, além de ocupar muito espaço e saturar com mais rapidez as áreas destinadas ao lixo, o que exige grandes investimentos públicos para a construção de novos aterros, a compactação causada pelos restos de isopor prejudica a decomposição de materiais biodegradáveis.

E se for para lixões, estará deixando seu rastro no ambiente por um longo período de tempo.

Se jogado em rios e mares, as pelotas de isopor – produto do esfacelamento desse material – são ingeridas por cetáceos e peixes ao serem confundidas com organismos marinhos, e, muitas vezes, acabam por matá-los.

Por fim, se for queimado, o isopor libera gás carbônico contribuindo, portanto, para a poluição do ar e para o aquecimento global".